Inovação
ParqTec PB: o que é, o que faz e por que importa para Campina Grande
O Parque Tecnológico da Paraíba completa quase duas décadas como polo de empresas de base tecnológica no Cariri. Mapa atualizado.
O Parque Tecnológico da Paraíba, conhecido como ParqTec, é um complexo de empresas de base tecnológica instalado em Campina Grande, com gestão privada e vínculo formal com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Funciona como espaço de incubação, aceleração e operação contínua de empresas que nascem da pesquisa universitária ou que escolheram CG como base operacional pelas vantagens de custo e proximidade com o corpo técnico formado nas universidades locais.
Origem
O parque foi criado na década de 1980 como Fundação Parque Tecnológico, em iniciativa pioneira no Nordeste. A motivação foi traduzir em empresa a produção científica forte da então UFPB Campus II — que viraria UFCG em 2002. A área de tecnologia da informação, microeletrônica e telecomunicações foi tradicionalmente o núcleo.
O que faz hoje
Hospeda empresas em diferentes estágios: pré-incubadas (acesso a infraestrutura, mentoria e conexão com pesquisa), incubadas (operação com apoio de gestão e capital subsidiado), graduadas (operação independente que mantém endereço no parque) e empresas-âncora consolidadas. Oferece também espaços de coworking, laboratórios compartilhados e eventos.
Relação com a UFCG
A UFCG é parceira institucional e fornece o capital humano dos cursos de Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Matemática e Física, entre outros. Boa parte das empresas tem como fundadores professores, pesquisadores e ex-alunos da universidade. A relação é simbiótica: pesquisa que vira produto, produto que dá emprego ao egresso.
Posicionamento regional
No ecossistema de inovação do Nordeste, o ParqTec divide protagonismo com o Porto Digital (Recife), o Cesar (Recife) e iniciativas mais recentes em Natal e Fortaleza. CG ocupa nicho diferenciado: custo operacional menor, proximidade direta com cursos de engenharia tradicionais e ambiente mais sereno para operação técnica de longo prazo.
Desafios
O complexo enfrenta os mesmos desafios estruturais de parques tecnológicos brasileiros: dependência de fomento público, distância de centros de capital de risco, evasão de talento sênior para Sul-Sudeste ou exterior. Por outro lado, o trabalho remoto pós-pandêmico abriu janela inédita de retenção e atração reversa — profissionais que poderiam ir embora encontram em CG qualidade de vida compatível com salário internacional.
Cobertura sistemática do ecossistema de inovação do Cariri continua na editoria Inovação. Sugestões de pauta: editorial@cgemfoco.com.br.